Estando o diagnóstico feito e o pagamento do tratamento assegurado, o próximo passo seria fazer a análise do 3º dia da menstruação para saber como estavam os meus ovários a funcionar.
Desde sempre e como a maioria das mulheres sempre odiei o período! Os ciclos que nuns meses são de 28 outros 26 e alguns só pra meter macaquinhos no sótão teimam em ser de 30 ou mais dias... As dores abdominais, as dores de cabeça, o mau feitiu, as discussões, enfim... sempre odiei o período e tudo o que envolvesse estes ciclos reprodutores do meu corpo!
Mas agora, por esta altura o que eu desejava é que o "malvado" aparecesse o mais rápido possível pra ir fazer a dita análise! Tanto pedi que apareceu, fiz as contas e o 3º dia calhava ao Domingo... :( Fartei-me de ligar pra laboratórios pra saber se estariam abertos ao Domingo e nada... nenhum! GRRR Fiquei fula da vida!
Pelo meio claro está que discuti com o maridão, pois queria ir fazer a análise na 2ªfeira e ele teimou que tinha de ser ao 3º dia e não me deixou ir...
Ciclo perdido, lá tive que começar a rezar que chegasse o próximo depressa. Os afamados 28 dias lá passaram e com eles os tais efeitos secundários todos, e ao 3º dia lá estava eu no laboratório dos Lusíadas às 8h e picos da manhã pra ir fazer a análise que tanto desejava!
Análise feita, bora lá marcar consulta com a médica pra começarmos a no próximo ciclo o tratamento.
Tivemos sorte porque houve uma desistência e no dia 2 de Dezembro lá fomos nós à consulta com a Dra. Ana Paula Maia.
Contei-lhe o azar do 3ºdia ao qual ela se rio e nos informou que poderia ter ido na 2ªfeira fazer a análise(escusado será dizer que ia matando o meu marido com o olhar naquele instante!), estava tudo ok e passou-nos o protocolo para o tratamento, informou-nos dos passos todos, encaminhou-nos pra enfermeira para aprender como haveria de dar a mim mesma as injecções e informou-nos que o Laboratório das FIVS ia fechar de 19 de Dezembro a 6 de Janeiro!!!!!
Pensei: Pronto, mais outro contratempo...mais um ciclo perdido... :(
Fomos pra casa fazer contas ao ciclo que em todas as hipóteses era impossível fazer o tratamento nesse mês!!!
sábado, 28 de janeiro de 2012
Do desejo de ser Mãe...até ao pesadelo da Infertilidade.
O desejo por ser mãe já remonta aos meus 18 aninhos, nessa altura foi quando comecei a pensar "no que queria ser quando fosse grande", e desde logo a minha profissão de eleição era Ser Mãe!
Esse desejo talvez se tenha desenvolvido devido a ter tido a minha mãe em casa durante a minha infância e puberdade.
Quando tinha 19 anos engravidei, nessa altura, vivia com um namorado, estava desempregada a viver de mesada dos papás e não me pareceu de todo a altura ideal para pôr um filho no mundo. Juntando a pressão de me decidir em 2 dias o que fazer, optei pela IVG.
A decisão em si não me custou muito, mas as dores que tive nas condições em que o fiz, fizeram-me crer que tinha sido uma decisão errada... Jurei alí mesmo que se engravidasse de novo, mais valiam as dores do parto que fazer um aborto de novo!!!
Os anos passaram, os relacionamentos também, e heis que com 27 anos conheci o meu príncipe encantado (que me fez trocar a Capital pela Capital do Vinho do Porto), que me levou ao altar passado um ano.
Somos duas pessoas muito parecidas em muita coisa e totalmente opostos noutras, no entanto o desejo de ter um filho sempre foi um desejo comum e desde cedo do nosso namoro que não tomávamos qualquer precaução.
Os anos foram passando até que após 2 anos de tentativas resolvemos ir ao médico de família fazer exames.
O médico, tal como todos os médicos, começam por fazer exames à mulher e quando os mesmos dão normais, é que se viram para o homem. Nessa altura e ainda saber qual o problema que tínhamos, simpaticamente informou-nos que já éramos considerados um "casal Infértil"!
Pelos vistos basta estar 2 anos sem conseguir engravidar que se fica logo com esse rótulo!
O espermograma que o meu marido fez deu um resultado nada animador, e o médico encaminhou-nos para consultas de Infertilidade no Hospital de Vila Real.
Naquela altura respirei de alívio pois finalmente sabíamos que havia algo de errado connosco e não era eu que estava a ficar maluca ou stressada demais e portanto não conseguia engravidar por isso....
Os meses foram passando e lá fomos à 1ª consulta, ao qual saímos de lá sem saber muito bem o que tínhamos e com uma batelada de exames para fazer... Nessa altura o stress começou a apoderar-se de mim, pois sabia que qualquer tratamento teria de ser feito no Porto e em Vila Real só estávamos a perder tempo.
Em Junho comecei a pressionar o Maridão que era melhor virmos viver pra Lisboa, pois estava convicta que em Lisboa tínhamos muito mais acesso a tratamentos convenientes pro nosso caso quer no público quer no privado.
Feitas as mudanças fomos à nossa 1ª consulta no HPP Lusíadas em Outubro.
A meio da consulta o nosso mundo desabou... estávamos convictos (pela pesquisa que tínhamos feito) que o nosso caso não era assim tão mau, e portanto uma IIU ( inseminação intra-uterina) bastava (o que em Euros representava apenas 400€). No entanto, só nesse dia é que demos conta que afinal o meu marido apresentava o diagnóstico de OligoTeratozoospermia (que em português quer dizer que para além de poucos espermatozóides, apresentava apenas 2% de formas normais) sendo o tratamento adequado para o nosso caso a ICSI (Intra Cytoplasmic Sperm Injection) - ou seja uma Fertilização in vitro com micro injecção.
Começamos a ver a nossa vida a andar para trás, esse tratamento era 3000€ fora medicamentos, consultas, ecos e afins, o que poderia calmamente chegar aos 4000€ ou mais.
Fomos para casa desanimados, revoltados pelo hospitais públicos terem as filas de espera intermináveis e tristes pois sem ajuda jamais poderíamos fazer o tratamento no privado!
No dia seguinte resolvermos pôr os nossos pais a par da situação em que nos encontrávamos e qual não foi o nosso espanto quando todos nos deram o maior apoio do mundo e nos confortaram com a ajuda para o tratamento!
Esse desejo talvez se tenha desenvolvido devido a ter tido a minha mãe em casa durante a minha infância e puberdade.
Quando tinha 19 anos engravidei, nessa altura, vivia com um namorado, estava desempregada a viver de mesada dos papás e não me pareceu de todo a altura ideal para pôr um filho no mundo. Juntando a pressão de me decidir em 2 dias o que fazer, optei pela IVG.
A decisão em si não me custou muito, mas as dores que tive nas condições em que o fiz, fizeram-me crer que tinha sido uma decisão errada... Jurei alí mesmo que se engravidasse de novo, mais valiam as dores do parto que fazer um aborto de novo!!!
Os anos passaram, os relacionamentos também, e heis que com 27 anos conheci o meu príncipe encantado (que me fez trocar a Capital pela Capital do Vinho do Porto), que me levou ao altar passado um ano.
Somos duas pessoas muito parecidas em muita coisa e totalmente opostos noutras, no entanto o desejo de ter um filho sempre foi um desejo comum e desde cedo do nosso namoro que não tomávamos qualquer precaução.
Os anos foram passando até que após 2 anos de tentativas resolvemos ir ao médico de família fazer exames.
O médico, tal como todos os médicos, começam por fazer exames à mulher e quando os mesmos dão normais, é que se viram para o homem. Nessa altura e ainda saber qual o problema que tínhamos, simpaticamente informou-nos que já éramos considerados um "casal Infértil"!
Pelos vistos basta estar 2 anos sem conseguir engravidar que se fica logo com esse rótulo!
O espermograma que o meu marido fez deu um resultado nada animador, e o médico encaminhou-nos para consultas de Infertilidade no Hospital de Vila Real.
Naquela altura respirei de alívio pois finalmente sabíamos que havia algo de errado connosco e não era eu que estava a ficar maluca ou stressada demais e portanto não conseguia engravidar por isso....
Os meses foram passando e lá fomos à 1ª consulta, ao qual saímos de lá sem saber muito bem o que tínhamos e com uma batelada de exames para fazer... Nessa altura o stress começou a apoderar-se de mim, pois sabia que qualquer tratamento teria de ser feito no Porto e em Vila Real só estávamos a perder tempo.
Em Junho comecei a pressionar o Maridão que era melhor virmos viver pra Lisboa, pois estava convicta que em Lisboa tínhamos muito mais acesso a tratamentos convenientes pro nosso caso quer no público quer no privado.
Feitas as mudanças fomos à nossa 1ª consulta no HPP Lusíadas em Outubro.
A meio da consulta o nosso mundo desabou... estávamos convictos (pela pesquisa que tínhamos feito) que o nosso caso não era assim tão mau, e portanto uma IIU ( inseminação intra-uterina) bastava (o que em Euros representava apenas 400€). No entanto, só nesse dia é que demos conta que afinal o meu marido apresentava o diagnóstico de OligoTeratozoospermia (que em português quer dizer que para além de poucos espermatozóides, apresentava apenas 2% de formas normais) sendo o tratamento adequado para o nosso caso a ICSI (Intra Cytoplasmic Sperm Injection) - ou seja uma Fertilização in vitro com micro injecção.
Começamos a ver a nossa vida a andar para trás, esse tratamento era 3000€ fora medicamentos, consultas, ecos e afins, o que poderia calmamente chegar aos 4000€ ou mais.
Fomos para casa desanimados, revoltados pelo hospitais públicos terem as filas de espera intermináveis e tristes pois sem ajuda jamais poderíamos fazer o tratamento no privado!
No dia seguinte resolvermos pôr os nossos pais a par da situação em que nos encontrávamos e qual não foi o nosso espanto quando todos nos deram o maior apoio do mundo e nos confortaram com a ajuda para o tratamento!
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Começo....
À anos que penso em fazer um Blogg, toda a gente diz que a minha vida dava um livro e já que me sinto um livro aberto porque não partilhar o que sinto, o que faço, o que penso com o mundo?
Mundo.. lol... enfim, pra já vai passar a ser o meu diário, depois logo se vê se alguém o lê.
Mundo.. lol... enfim, pra já vai passar a ser o meu diário, depois logo se vê se alguém o lê.
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